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Currículo5 min de leitura

Como colocar sua formação no currículo quando ainda está estudando

Mostre um curso em andamento sem parecer despreparado: com data de conclusão prevista, a posição certa e as disciplinas que realmente contam.

Coloque o curso com uma data de conclusão prevista, com mês e ano, por exemplo Bacharelado em Ciência da Computação, previsto para julho de 2027. Se você ainda tem pouca experiência de trabalho, deixe a formação no topo. Inclua disciplinas relevantes ou sua média só quando forem fortes e combinarem com a vaga, nunca de enchimento.

Você está no último ano e uma vaga que você realmente quer fecha na sexta. Chega na parte de formação e trava. O curso não terminou. Você coloca o ano em que começou? O ano em que espera terminar? Ou deixa a data em branco e torce para ninguém perguntar? Cada opção parece ou te vender por menos do que você vale ou torcer a verdade, e você tem três dias.

A boa notícia: um curso em andamento é algo normal e esperado no currículo de um estudante. Quem contrata para estágios ou vagas de início de carreira já assume que você ainda está matriculado. Então não se trata de esconder o intervalo entre hoje e a formatura. Trata-se de marcar esse intervalo com clareza suficiente para ninguém ter que adivinhar, e de colocá-lo onde ele trabalha mais a seu favor.

O essencial

  • Escreva uma data de conclusão prevista com mês e ano ("previsto para julho de 2027"), nada de um vago "em andamento" nem o ano da matrícula. A palavra "previsto" é o sinal honesto de que o curso ainda não acabou.
  • Se sua experiência de trabalho é pouca, deixe a formação perto do topo; quando tiver um ou dois anos de experiência relevante, ela desce para baixo das suas vagas.
  • Disciplinas relevantes e a média são opcionais. Inclua só quando forem fortes e combinarem com o que a vaga pede. Uma lista completa de disciplinas parece enchimento.

Onde colocar sua formação se você ainda estuda?

Perto do topo, enquanto você não tiver muita experiência de trabalho relevante. Quem passa o olho no currículo de um estudante quer identificar rápido sua área e seu nível, e neste momento o curso é a prova mais clara dos dois. Com a formação no topo, você responde à primeira pergunta antes de alguém ter que procurar.

O momento em que isso vira é quando você tem experiência real e relevante para começar: um estágio longo, um ano de trabalho meio período na área, um projeto freelance que combina com a vaga. Assim que sua experiência vira o argumento mais forte, a formação passa para baixo e as datas explicam o resto. Para o primeiro emprego depois da faculdade, porém, formação no topo é a escolha normal. Se o currículo inteiro ainda parece fraco, nosso guia sobre currículo sem experiência ajuda você a decidir por onde começar.

Como escrever um curso que você ainda não concluiu?

Coloque o grau, a instituição e uma data de conclusão prevista com mês e ano. Assim: "Bacharelado em Ciência da Computação, Universidade de São Paulo, previsto para julho de 2027." Essa única palavra, "previsto", carrega todo o peso. Ela diz a quem lê que o curso é real e está no prazo, sem afirmar que você já tem o diploma na mão.

Duas coisas a evitar. Não coloque só o ano da matrícula ("2023") deixando o fim em aberto, porque ninguém consegue saber se você ainda estuda ou largou no meio. E não anuncie uma data de término que você não consegue cumprir. Uma conclusão prevista é uma pequena promessa, então o ideal é atualizá-la ao fim de cada semestre. Se falta uma disciplina e o trabalho de conclusão, "previsto para julho de 2027" é um compromisso que alguém pode repetir para você na entrevista. Use a data que seu histórico ou seu coordenador indicam, não a mais otimista.

Se você de fato parou de estudar sem planos de voltar, é outra situação, e "previsto" seria enganoso. Aí você coloca os anos em que esteve matriculado e os créditos ou disciplinas que concluiu, apresentados com honestidade como estudo que você fez, não como um diploma que você tem.

Vale a pena colocar disciplinas relevantes e sua média?

Só quando ajudam, e só a parte que combina com a vaga. Disciplinas relevantes são mais úteis quando você tem pouca experiência e uma matéria é o mais perto que você tem de uma prova de que já sabe fazer parte do trabalho. Um estudante de computação que se candidata a uma vaga de dados pode colocar "Disciplinas: Banco de dados, Estatística, Aprendizado de máquina", e isso se lê como prova. Esse mesmo estudante listando todas as doze disciplinas, incluindo as de formação geral, transformou um argumento em peso morto.

Então escolha. Leia a vaga, encontre as três ou quatro disciplinas que refletem o que ela pede e coloque essas. O resto, deixe de fora. Você não está documentando seu histórico, está apontando o ponto em comum entre o que estudou e o que eles precisam.

Com a média é igual. Uma boa média vale a pena quando é recente e de fato boa. Você raramente vai achar um limite fixo, e no fim só uma pergunta conta: esse número deixa seu argumento mais forte? Se deixa, coloque. Se é mediano ou você só colocaria para preencher a linha, deixe de fora e deixe suas disciplinas e projetos sustentarem a parte. Uma média ausente levanta bem menos perguntas do que uma média fraca.

Quanta honestidade é preciso ter com um curso em andamento?

Total, e é mais fácil que a alternativa. A tentação é embaçar a linha do tempo para o curso parecer mais avançado, ou tirar as datas para ninguém notar que ele ainda corre. As duas saem pela culatra. Uma parte de formação vaga convida justo a pergunta que você queria evitar, e uma data de conclusão inflada vira problema assim que alguém insiste.

É o mesmo princípio que sustenta qualquer bom currículo: você ajusta como apresenta a verdade, não inventa uma melhor. Uma conclusão prevista, uma área clara e algumas disciplinas que combinam dizem a quem recruta exatamente o que ele precisa saber sobre onde você está. Isso não é uma posição mais fraca que um curso terminado. Para um estágio ou um primeiro emprego, "me formo em oito meses com as disciplinas certas" costuma ser exatamente o que se procura.

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