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Carta de apresentação5 min de leitura

Precisa de carta de apresentação? Depende da vaga

A resposta honesta sobre se ainda precisa de uma carta de apresentação é que depende da vaga, e aqui você decide isso candidatura a candidatura.

Primeiro a decisão, depois os motivos: escreva uma carta quando ela é obrigatória, quando você muda de área, quando tem uma lacuna para explicar ou quando a vaga é tão pequena que uma pessoa lê cada linha. Dispense quando o campo aparece marcado como opcional, a empresa filtra claramente por palavras-chave e você não tem nada que o currículo já não diga. Não existe uma regra para tudo. Existe uma pergunta certa para cada candidatura, e quase ninguém a faz.

Por isso, em vez de perguntar "a carta de apresentação está morta?", pergunte "a carta faz avançar esta candidatura específica?". Às vezes é o que traz a ligação. Outras vezes vai parar numa pasta que ninguém abre. As duas coisas são verdade, em vagas diferentes, na mesma tarde.

Se é obrigatória, escreva

Se diz obrigatória, você escreve uma. Esse é o caso fácil, e mesmo assim as pessoas se convencem do contrário. Uma carta obrigatória é um filtro: deixá-la em branco, ou colar três frases genéricas em vez de começar com uma frase que encaixa na vaga, é a forma rápida de ficar de fora antes de alguém abrir o seu currículo. Algumas equipes usam isso exatamente para isso, para ver quem segue uma instrução e quem dispara a mesma candidatura para duzentos anúncios.

A mesma lógica vale para um sinal mais sutil. Se o anúncio cita a pessoa do recrutamento, pede para você "contar por que quer trabalhar com a gente" ou vem de uma empresa pequena a ponto de a fundadora ler o que chega, trate a carta como obrigatória mesmo que o formulário a chame de opcional. Ali alguém vai lê-la, e uma carta pensada, com um tamanho que é realmente lido, custa pouco e conta muito quando o monte é pequeno.

Quando "opcional" quer mesmo dizer dispensar

Muitas candidaturas marcam a carta como opcional e querem dizer isso de verdade. As empresas grandes com muito volume costumam analisar primeiro o currículo e só abrem a carta mais tarde, se é que abrem. Quando a candidatura é um formulário longo e estruturado, com perguntas eliminatórias, um currículo lido por máquina e um sistema fazendo a primeira triagem, a sua carta compete com um programa que não lê texto corrido.

Nesse cenário, uma carta genérica não acrescenta nada e uma fraca pode atrapalhar. Se você tem quinze minutos, aproveite melhor ajustando o currículo ao anúncio do que escrevendo um parágrafo que nenhuma pessoa vai abrir. Dispensá-la aqui é uma decisão real e defensável, não preguiça. O teste é simples: se a sua carta só repete o que o currículo já prova, ela não merece o lugar.

Quando a carta faz o que o currículo não consegue

Algumas histórias não cabem num currículo, e é aí que a carta se justifica.

  • Uma mudança de área. O seu currículo mostra onde você esteve, não por que esses anos servem para uma função numa área nova. Uma carta liga os pontos que uma pessoa do recrutamento teria de adivinhar, e adivinhar costuma terminar num não.
  • Uma lacuna no currículo. Uma pausa de seis meses se lê como um ponto de interrogação. Duas frases honestas na carta a transformam de sinal de alerta em contexto, antes que alguém invente uma história pior para preencher o silêncio.
  • Um motivo fora do comum. Você vai se mudar para a cidade deles, usa o produto deles há anos, deixa um cargo maior por uma razão que faz sentido. O currículo não diz nada disso. A carta diz, em palavras claras, sem você se vender demais.

Em cada caso a carta não é enfeite. Ela responde à objeção concreta que um leitor levantaria olhando só para o seu currículo. É essa a tarefa toda de uma carta de apresentação, e onde não há objeção para responder, ela tem menos a fazer.

No Brasil e em mercados tradicionais ainda conta

Se você se candidata a uma empresa tradicional, sobretudo grande ou de processos muito estruturados, a carta de apresentação continua sendo uma peça esperada de uma candidatura completa, e deixá-la de fora soa como algo pela metade em vez de eficiência.

As startups e os times de tecnologia internacionais contratam cada vez mais no estilo norte-americano, currículo primeiro e carta opcional. Mas em muitos empregadores locais o normal ainda é incluí-la. Na dúvida, escreva. Uma carta a mais custa pouco. Parecer alguém que não terminou a candidatura custa a você uma rejeição silenciosa que você nunca chega a descobrir.

A decisão de dois minutos por candidatura

Você não precisa ficar remoendo. Passe por isto rápido antes de cada candidatura:

  1. É obrigatória, ou está claro que uma pessoa vai ler? Se sim, escreva uma.
  2. Tenho uma história que o currículo não conta (mudança de área, lacuna, um motivo fora do comum para me candidatar)? Se sim, escreva uma.
  3. É opcional, de muito volume, filtrada por máquina, e não tenho nada de novo a dizer? Se sim, dispense e coloque o tempo no currículo.
  4. É uma empresa tradicional ou de processo muito formal? Se sim, incline-se para escrevê-la.

A ideia é escolher de propósito, não ficar no "sempre" por peso na consciência nem no "nunca" por cansaço. Uma carta que você escreveu pelo motivo certo ganha de quarenta que você mandou só porque um formulário tinha uma caixa.

Onde entra o JobScalr

Quando você decide que uma carta vale a pena, a parte lenta é torná-la específica para aquele anúncio em vez de genérica. O JobScalr é um aplicativo de celular que lê uma vaga contra o seu currículo, dá a você uma pontuação de compatibilidade honesta de 0 a 100 com o raciocínio por trás, e escreve tanto um currículo quanto uma carta sob medida sem inventar competências ou experiência que você não tem. Ele não se candidata por você, e a última leitura continua sendo sua. Ele só deixa os casos de "sim, escreva uma" rápidos o suficiente para que você possa se dar ao luxo de escrevê-las justamente quando elas contam.

Pronto para ajustar a sua próxima candidatura?

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