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Currículo5 min de leitura

Foto no currículo, sim ou não? Depende do mercado

Se vale a pena colocar foto no currículo depende do país: nos EUA e no Reino Unido é melhor deixar de fora, no Brasil ainda é comum incluir, e aqui você aprende a decidir.

A resposta curta que a maioria dos guias esconde: não existe uma regra que sirva para todo lugar. Uma foto que ajuda você em São Paulo pode jogar o seu currículo direto no lixo em Nova York ou Londres. Por isso a pergunta de verdade não é "foto ou sem foto", e sim "para qual mercado eu estou me candidatando", e disso depende tudo o que acontece naquele canto da página.

Se você ficar só com uma ideia: na dúvida, tire. Uma foto que falta raramente custa a vaga. Uma foto errada, às vezes custa.

O caso dos EUA e do Reino Unido: melhor sem foto

Nos Estados Unidos e no Reino Unido a norma é clara: sem foto. E é uma norma firme.

A razão está no direito antidiscriminação. Um rosto no currículo entrega a quem lê a sua idade aproximada, a sua origem, o seu gênero e bastante mais, antes de a pessoa ler uma única linha sobre o seu trabalho. Muitas empresas de lá removem as fotos de forma ativa, pedem aos recrutadores que não as encaminhem ou descartam as imagens logo na entrada da candidatura, justamente para que nenhuma decisão de contratação possa ficar ligada a esses traços. Ali uma foto não faz você parecer mais profissional. Faz parecer que você não conhece os costumes do lugar, e cria para a empresa um problema legal que ela prefere evitar.

Tem também uma razão prática. Os sistemas de seleção leem texto. Uma imagem não tem texto, então no melhor dos casos é ignorada e no pior confunde o programa e desloca o seu layout. De um jeito ou de outro, a foto não acrescenta nada no primeiro sistema que lê o seu currículo.

Se você se candidata a vagas nos EUA ou no Reino Unido, e isso inclui a maioria das empresas internacionais que contratam segundo esse modelo, deixe a foto totalmente de fora.

O caso do Brasil: ainda é comum, mas não é obrigatória

O Brasil é a outra história, e é aqui que o conselho de sempre e a realidade atual começam a se separar.

Por muito tempo, uma foto bem feita no canto superior foi vista como certa, parte de um currículo completo. Esse hábito continua bem vivo: em boa parte do mercado brasileiro a foto é esperada e a ausência dela chama atenção. Ao mesmo tempo, nenhum empregador pode exigir uma imagem de você, e cada vez mais empresas grandes e internacionais instaladas no Brasil pedem que você deixe a foto de fora, pelas mesmas razões antidiscriminação em que os EUA e o Reino Unido se apoiam.

Mas "está mudando" não é a mesma coisa que "não se usa mais". Muitos empregadores, principalmente pequenas empresas, setores tradicionais e funções de contato com o público, ainda esperam uma foto. No Brasil, portanto, a foto é opcional e em geral não prejudica você, enquanto nos EUA e no Reino Unido tende mais a jogar contra. É todo o contraste regional em uma frase.

Como decidir para uma vaga concreta no Brasil:

  • Leia o anúncio. Se pede foto, coloque. Se diz de forma expressa "sem foto", respeite isso.
  • Olhe para a empresa. Uma multinacional com página de vagas em inglês quase com certeza leva um processo sem foto. Uma empresa local com um formulário de candidatura clássico provavelmente ainda espera a foto.
  • Ajuste à função. As funções de atendimento ao público ou de representação pendem para a foto. As de desenvolvimento, pesquisa ou trabalho remoto pendem para deixar de fora.

Como é uma boa foto de currículo

Se você decidir colocar, uma foto ruim é pior do que nenhuma. O nível é profissional, não glamouroso.

  • Faça a foto direito. Um fotógrafo que trabalha com fotos de currículo domina o enquadramento e a luz. Uma foto de viagem recortada ou uma selfie com a webcam se nota exatamente pelo que é.
  • Vista-se à altura da função. Como você iria para a entrevista, e um ponto mais formal se estiver na dúvida. Um fundo neutro mantém a atenção no seu rosto.
  • Mostre-se acessível, não rígido. Um sorriso leve e natural e o olhar para a frente ganham do ar tenso de foto de documento.
  • Que seja atual e do tamanho certo. Use uma foto recente, mais ou menos na vertical, bem posicionada no canto superior para que não aperte os seus dados de contato nem roube espaço de que você precisa em outro lugar, algo que pesa mais depois de você ter decidido quantas páginas deve ter um currículo.

Uma coisa que nunca deve ser: uma foto engraçada, um recorte de grupo ou algo que precise de explicação. A foto está ali para transmitir competência e confiança, nada mais.

O ângulo do ATS, em qualquer mercado

Seja qual for o país, lembre-se de que muitas vezes é uma máquina que lê o seu currículo antes de uma pessoa.

Uma foto enfiada em um cabeçalho complicado, em uma caixa de texto ou em um modelo de duas colunas é justamente onde os sistemas de seleção mais tropeçam. Se você colocar foto, mantenha o resto do layout simples e em uma só coluna, no mesmo formato de currículo compatível com ATS que é lido sem problemas, e posicione a imagem de forma que o texto ao redor continue correndo limpo. Salve no formato que a candidatura pedir, normalmente PDF.

E se você não souber se um empregador filtra com um sistema rígido ou espera uma candidatura clássica com foto, essa própria dúvida já é um sinal: opte pela versão mais limpa, sem foto e centrada no texto, porque é a que nunca trabalha contra você.

Onde entra o JobScalr

O JobScalr é um aplicativo de celular que lê um anúncio concreto contra o seu currículo, dá uma pontuação de compatibilidade honesta de 0 a 100 com o raciocínio por trás, e reescreve o seu currículo e a sua carta de apresentação para que encaixem, sem inventar nada que você não tenha feito. A questão da foto ele não resolve por você, isso depende do mercado e da empresa. Mas tira das suas mãos o trabalho de comparar e reescrever, para que você dedique o seu tempo às decisões de critério como esta.

Pronto para ajustar a sua próxima candidatura?

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